“The koru is a symbol used widely and intensively within Maori art.

The Koru is represented in the oldest Maori artworks that have been persevered and plays an important part in Maori symbolism and art to this very day.

It is a representation of the unfurling fern frond as it begins its journey into the world. The fern is a plant that thrives in Aotearoa (New Zealand) both today and in the past.

It is a symbol of new life and new beginnings and all that surrounds these stages of life. Personal growth, harmony and awareness are also virtues of the Koru. To be in harmony with life is to understand, grow and change.”

2013 tinha sido um ano de adaptação. Passado o alvoroço que foi 2012, eu estava tentando entrar nessa coisa de vida real. Na vida real acho que a gente conversa, de dialogar mesmo, com menos gente, vai à menos lugares (a falta de tempo…), e fica paradinho pensando no nada bem menos. Acho que essas coisas acontecem com mais intensidade, mas acontecem menos.

Pois bem, depois de tentar, ingenuamente, no auge dos meus 20 anos, entender como o mundo funciona — sem sucesso, claro; Mariana, sua bobinha — acreditei que precisava ir para o outro lado do mundo sozinha que as respostas viriam. É óbvio que não vieram, hoje eu entendo. Esperava demais do que estava lá fora, vendo o que acontecia só dentro do meu casulo. Mas naquelas duas semanas de janeiro de 2014 na Nova Zelândia eu descobri muitas coisas, que fizeram da viagem mais que nunca necessária naquela época.

Eu entendi como os outros viam o Brasil, como viam uma pessoa branca de origem europeia, como viam uma menina viajando sozinha e fazendo o que quer. Passei todo tempo do mundo comigo mesma e foi tudo que eu precisava, que precisamos — e não admitimos (porque ficar sozinha, igual: fracassar).

E foi, então, nesses dias que eu encontrei o Koru. Decidi me apegar ao seu significado naquele ano, e voltei diferente, voltei com ele no peito. O colar acabou quebrando, e desde então sinto que preciso recuperá-lo em mim de alguma forma.

Em pleno 2016, diante de mais uma infinidade de ciclos que se fecham, da angústia do mundo real — mais real que nunca — é ele que me lembra da harmonia que precisamos para enfrentar todas essas mudanças, que ciclos precisam recomeçar para mudarmos e adquirirmos consciência de nossas infinitas falhas, e que o caminho está exatamente assim, cheio de curvas.

Koru, inspire-me.

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